: : BESSA: O PIOR LUGAR DA CIDADE PARA CAMINHAR : :

 

Há 11 anos sou morador do Bessa, e lembro-me dos tempos em que existiam rebanhos bovinos passeando pelas ruas sem calçamento do bairro. Tratava-se de uma paisagem tranqüila e bucólica, onde se podia caminhar e admirar os poucos cajueiros que ainda restavam por aqui.

 O Bessa cresceu, muitas ruas já são calçadas, não se vêem mais vacas pelas ruas. Com o progresso, veio o assustador crescimento do trânsito. Para um bairro que não possui uma única praça, exceto a do Caju que não tem estrutura e segurança decentes, nem uma calçadinha na praia, a única opção de caminhada eram as ruas. Só que isso não é mais possível. Anteontem, experimentei fazer uma caminhada na minha rua às 5:10 da manhã, exatamente para fugir do trânsito maluco que assola o bairro. Para minha surpresa, até nesse pacato horário, caminhar se transformou numa atividade de alto risco. Motoristas irresponsáveis dirigiam em alta velocidade, muitos pareciam estar embriagados e com sono. Minha caminhada durou cerca de 10 minutos. Tive que escolher entre caminhar ou viver, escolhi viver.

Se não existe praça, se não existe calçadinha, se os motoristas são imbecis e irresponsáveis mesmo às 5:00 da manhã, onde podemos caminhar no Bessa ? Será que o bairro com o IPTU mais caro da cidade, não possui uma opção decente para os caminhantes ? Repito a pergunta de um adesivo que circulou em João Pessoa há alguns meses: MAGO, E O BESSA?

 
 

A GREVE DOS DELEGADOS

 

       Os delegados da polícia civil da Paraíba já estão em greve há mais de 30 dias. Eles alegam  que o secretário de administração, Gustavo Nogueira prometeu paridade entre as carreiras jurídicas de defensor público, procurador do estado e delegado de polícia. O problema ocorreu quando o salário dos procuradores aumentou para cerca de R$ 9.000,00, enquanto o salário dos delegados ficou em torno dos R$ 5.070,00.

       A greve começou e os delegados insistem em perceber os mesmos vencimentos dos procuradores. O delegado Cláudio Lameirão, afirma que "essa paridade sempre existiu no Estado". Isso não é verdade, os procuradores sempre perceberam um vencimento maior.

      Em 2003, os delegados ganhavam R$ 1.600,00. Na mesma época, os procuradores ganhavam algo em torno de R$ 3.600,00. Ou seja, essa paridade exclamada pelo Dr. Cláudio, nunca existiu. O movimento grevista se utiliza dos argumentos errados. O salário de R$ 5.070,00 não é um mau salário, muito pelo contrário. Ruim eram os R$ 1.600,00 de 2003.

       Diante de tantos argumentos errados os delegados tiveram que engolir uma cruel declaração do secretário de segurança Eitel Santiago, que disse: "se eles querem ganhar bem devem estudar e fazer concurso para promotor ou juiz."  Eitel exagerou um pouco, mas não está de todo errado. Os delegados têm que entender que ao mesmo tempo em que merecem ganhar um bom salário, jamais perceberão vencimentos próximos dos de juízes e promotores. Não que não mereçam,  merecem, pois trabalham tanto ou mais que um juiz, e ainda estão sujeitos ao risco de morte. O problema é que nunca um governo igualou os vencimentos de juízes e delegados, isso é fato.

   Não sou contra a greve, ela é justa. Mas está sendo focada no alvo errado. Ao invés de insistir na paridade com os procuradores, os delegados deveriam descarregar todas as suas munições na transformação de seus salários em subsídios, algo que a própria Constituição Federal garante, mas que Cássio insiste em descumprir.

 

 
 

                                                                                    : : CAIXINHA DE NATAL : :

               Todo ano é a mesma coisa, em qualquer lugar que você vá, elas estão lá. As caixinhas de natal se aglomeram por toda a cidade. Você vai comprar um coco e lá está ela, vai a uma loja comprar uma roupa e novamente encontramos uma caixinha de papelão com os dizerem, “colabore com o Natal dos balconistas”. Alguns não se contentam em ostentar a caixinha para o consumidor, mais ousados, solicitam uma “ajudinha” para um Natal mais “gordo”. Então ao comprar um produto, o consumidor não deve apenas pagar o seu referido preço como também colaborar com a caixinha dos funcionários. E ai da pessoa que se recuse a ajudar, será brindado com a cara amarrada de todos os funcionários da loja. Me desculpa a franqueza, mas acho isso simplesmente imoral. Ao comprar um produto o único dever do consumidor é pagar o seu preço e nada mais. Todo funcionário já recebe pelo seu trabalho e no período de Natal ainda é contemplado com o 13º salário, aliás, algo muito justo. É impressionante como o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo.

              Hoje à tarde fui ao salão de beleza cortar o cabelo. Freqüento o mesmo salão há 5 anos, portanto conheço razoavelmente bem o cabeleireiro. Ao começar a cortar meu cabelo, ele falava que seus clientes sempre lhe davam presentes no Natal, que esse ano tinha ganhado um chapéu, ano passado um vinho... Ao final, mostrou a sua caixinha de Natal, na esperança com que eu me sentisse “obrigado” a também lhe presenteá-lo, já que era algo comum entre seus clientes. Detalhe, não é a primeira vez que ele faz isso. Eu me fingi de surdo e decidi cortar o cabelo em outro salão.

              Um advogado não cobra 30% ao invés de 20%, porque está em dezembro. Um médico não cobra um acréscimo no valor da cirurgia apenas porque estamos no período natalino. Por isso, diga não a caixinha de Natal. Não colabore com mais esse abuso do país do “jeitinho”.

COMO ESCOLHER SEU CANDIDATO A VEREADOR (2)- O que evitar

Depois de uma introdução ao tema, na semana passada, o BLOG continua tentado dar sua contribuição para um voto consciente nessas eleições. No texto de hoje, veremos como evitar certos tipos de candidatos, e porque eles não são opções viáveis.

                        Na hora de escolher seu candidato, evite aqueles que utilizam a imagem de outras pessoas para se eleger. Como por exemplo, alguns filhinhos de papai que usam a imagem do pai ou do avô para ganhar votos. Em sua maioria, estes candidatos não possuem propostas e competência suficiente para se elegerem, e por isso pegam carona na fama de algum parente. O candidato entra no guia eleitoral e diz: “Meu nome é fulano de tal, sou filho de sicrano e neto de beltrano, por isso vote em mim”. Ridículo. Nós devemos votar em alguém pelo o que ele é, e pelo que ele pode oferecer de bom àae bom ou neto de alguer a nossa cidade e n de beltrano, por isso vote em mim"geralmente ara se eleger.  nossa cidade e não porque ele é filho ou neto de alguém. A cara de pau de alguns é tão grande, que mesmo fazendo parte de famílias de políticos que jamais fizeram nada de bom para João Pessoa, ainda se auto-intitulam a renovação da política pessoense.

                        Queridos leitores, não votem no sobrenome, isso não vale nada. Votem em quem é competente e honesto. É hora de dar um basta ao domínio político familiar. Não vivemos em uma monarquia, onde os cargos públicos são hereditários. O CARGO DE VEREADOR NÃO É HEREDITÁRIO. Diga não aos filhinhos de papai, netinhos de vovô e outros assemelhados, até porque quem usa a política como meio de vida familiar, não merece o nosso respeito.

                        Pode parecer radical, mas evite votar em médicos. A forma que eles usam para captar votos é desonesta e injusta. Utilizam a profissão, a arte sublime de curar as pessoas, para conquistar votos. Trocam votos por consultas, cirurgias, remédios e etc. O pior é que muitas pessoas, ainda carentes de uma saúde publica eficiente, trocam seu voto por essas coisas. Pessoense, não se iluda porque um médico lhe deu um remédio, ele não faz isso porque é bonzinho, ele faz isso pra se eleger. E só será assim tão “bonzinho”, em  época de eleição. Experimente pedir um remédio, ainda que amostra grátis, a um médico depois das eleições, duvido que tenha sucesso. Portanto, recomendo que não negue a “ajuda” dos médicos candidatos, aceite a consulta, o remédio, a cirurgia,  mas não vote nele. Porque, uma que pessoa usa a necessidade e a doença alheia para conseguir votos, não tem caráter.

                        Por ultimo, uma classe que consegue ser até pior do que a dos médicos. Não que sejam pessoas ruins, mas é que não deveriam de forma alguma entrar na política. Estou falando dos padres e pastores. Pessoas que deveriam ser nossos guias espirituais, pessoas que nos dizem para colocarmos deus em primeiro lugar, mas que colocam a ganância por um cargo público acima de tudo, inclusive Dele. O caso mais absurdo e intolerável é o do padre candidato. Ora, o padre faz voto de pobreza, deveria viver de forma humilde, apenas para ajudar o próximo. Pra que danado ele quer um cargo na Câmara Municipal? Pra ajudar a quem, a não ser ele próprio? Vê se o padre vereador doa o salário dele a diocese ou a uma entidade carente, doa nada. Ele embolsa o dinheiro e o usa para luxos e mimos que a vida de padre não comporta. Os padres e pastores candidatos utilizam a fé das pessoas para conseguirem votos. E o que é pior, o mandato de vereador não servirá para melhorar a vida de ninguém, a não ser a deles próprios. Política não é lugar para padre ou pastor, o lugar deles é na igreja. Diga não a essas pessoas que usam o nome de Deus em beneficio próprio.

              

 

COMO ESCOLHER SEU CANDIDATO A VEREADOR

Qual é o seu candidato a vereador? Tenho feito essa pergunta constantemente aos meus amigos aqui de João Pessoa, e a resposta que mais escuto é: “não sei”. Realmente, está difícil escolher um candidato a vereador em nossa capital, as opções são muitas, porém sem grande qualidade. Por isso, o blog ensina, sem indicar um nome específico, a escolher o melhor nome.

Antes até de escolher seu candidato a vereador é preciso saber para que ele serve. Muitos candidatos prometem melhorar a segurança pública, a saúde, a educação, o esporte, a geração de empregos... Ora, é impossível que um candidato possa fazer tantas coisas ao mesmo tempo, até porque não tem competência pra isso. O vereador tem a função de legislar, ou seja, de criar leis que auxiliem a administração municipal (o prefeito) a melhorar a cidade. Ele não pode, por exemplo, construir uma praça ou hospital, mas pode criar uma lei para aumentar a carga horária do ensino municipal. Outra função do vereador é a de fiscalização da administração municipal. Ele atua como um verdadeiro fiscal do prefeito, indicando o que está errado, desaprovando contas públicas, etc.

Agora que você já tem uma idéia sobre o que faz um vereador, é hora de saber suas propostas. Não caia na lábia daqueles que dizem que irão melhorar, saúde, moradia, segurança, educação, tudo ao mesmo tempo. Isso não existe. Acredite naqueles que se dedicam à um segmento em especial, como por exemplo, um candidato que tenha suas propostas pautadas em maioria na área da saúde. Ou ainda naqueles, que prometem trabalhar por um bairro em especial. Quando um vereador tem uma atuação mais segmentada, fica mais fácil, cobrar suas promessas de campanha.

Algo importantíssimo em um vereador é o seu caráter. O seu candidato deve ser extremamente honesto, e o seu currículo não deve ter sequer um arranhão com relação a isso. Na câmara, ele receberá inúmeras tentativas de suborno, e para resistir a isso, deve ter uma honestidade e caráter, inabaláveis.

Por ultimo, um vereador deve ser alguém extremamente preparado intelectualmente, pois se não for assim, não saberá o que fazer na câmara. Para legislar bem, é preciso conhecimento e preparo, coisas que um analfabeto não tem. Portanto, se você pretendia votar num conhecido que é analfabeto ou quase isso, mas é boa pessoa, pode esquecer. No mínimo um curso superior, o vereador deve ter. Dê preferência aos formados em direito, que possuem um conhecimento mais especifico para a função. Não se preocupe se o candidato nunca ocupou um cargo público, o que o povo costuma dizer de “nunca ganhou pra nada”. Para ser um bom vereador não é preciso ter essa experiência.

Vote em alguém com propostas concretas, honesto e com muito preparo intelectual.

 

NOTÍCIAS ESPETÁCULO

 

Você liga a televisão, abre o jornal, escuta o rádio, e diz: - “Ainda estão falando disso?” Pois é, isso é a notícia espetáculo. Trata-se de uma notícia trágica,  exaustivamente tratada nos meios de comunicação. Por que ela acontece, e a quem interessa.

Quem não se lembra do caso Isabela? A menina jogada do 7° andar do prédio onde morava. Esse caso amplamente explorado pelos meios de comunicação de todo o país, durante semanas. Sempre arranjavam algo novo para noticiar, mesmo que esse “algo novo”. Eram especialistas expondo sua versão sobre o crime, entrevistas com os acusados e com os familiares da menina, numa superexposição que parecia não ter fim. Mas por que tanto se falou sobre isso? A resposta é simples, porque dá audiência. Infelizmente as noticias trágicas dão mais audiência que as boas noticias. Prova disso é que a Rede Globo de Televisão teve um aumento do seu lucro comercial, na ordem de 40%.

As notícias espetáculos são boas para as empresas de comunicação porque aumentam seus lucros, mas também interessam à outro grupo de pessoas. Falo de alguns políticos envolvidos em corrupção e crimes contra a administração pública. Muitas vezes as notícias espetáculo, servem para “abafar” escândalos praticados por eles.

Recentemente em João Pessoa, uma notícia espetáculo antiga, voltou à tona com força total em todos os meios de comunicação da cidade. O caso Andrezza está de volta, e a cidade (imprensa) não fala em outra coisa. Com todo respeito ao pai de Andrezza, o debate sobre o sumiço voluntário ou não de sua filha, não irá contribuir em nada para o bem da Paraíba. Incrível como esse tipo de notícia, é bem mais explorada do àquelas que realmente podem trazer algo de bom para nosso Estado. Quer um exemplo? No último domingo (dia 10 de agosto), a TV CORREIO exibiu uma reportagem, no Correio Espetacular, que é de tirar o chapéu. Repórteres espalhados pelo Estado mostraram a realidade da nossa Segurança Pública, a precariedade das delegacias e a ausência da força policial em muitas cidades. Essa sim, é um notícia importante, que mostra ao povo paraibano e ao Governador, o quanto é preciso melhorar nossa Segurança. Mas infelizmente fatos como esse não são muito debatidos, porque não dão muita audiência...

ARIANO SUASSUNA NÃO É PARAIBANO

O escritor e professor Ariano Suassuna é um homem admirado e respeitado em todo o Brasil pelo seu talento. Ariano é filho de um ex-governador, e nasceu no Palácio da Redenção quando o pai era governador. Ele insiste em contar esta história, talvez por um pouco de vaidade, talvez por querer mostrar que é paraibano. Mas Ariano é contraditório, ao mesmo tempo em que diz que nasceu no Palácio Oficial do Estado da Paraíba, escolheu Recife e Pernambuco para morar e trabalhar.

Não é preciso ser um grande conhecedor da História da Paraíba, para saber que Pernambuco é o nosso grande rival, desde o tempo em que nós pertencíamos à eles. Talvez por esse detalhe histórico, os pernambucanos ainda hoje se achem superiores à Paraíba. Qualquer paraibano que se preze, não vê o estado de Pernambuco com bons olhos. Qualquer paraibano que se preze e que tenha amor ao seu estado, jamais escolheria Recife para viver. E mesmo se escolhesse por questões de oportunidades profissionais, a partir do momento que tivesse a chance de voltar ao estado natal, voltaria. Qualquer paraibano que se preze, jamais escolheria o Sport Clube do Recife, para torcer. Pois Ariano, morou quase toda a vida em Recife. Por questões profissionais foi melhor para ele ter ficado naquela cidade. Mas mesmo depois de aposentado, depois que teve a chance de voltar a Paraíba, não voltou. Escolheu ficar em Recife, por amor à Pernambuco. Ariano, torce pelo Sport, um tradicional clube pernambucano, algo que para um paraibano de nascimento, soa como um ultraje.

Por incrível que pareça, as autoridades paraibanas ainda insistem em homenagear Ariano, como um paraibano ilustre. Fala sério, alguém que escolhe morar em Pernambuco por amor ao Estado e torce pelo Sport, não pode ser chamado de paraibano, nem de brincadeira. Ariano Suassuna não é paraibano, é pernambucano por amor  e opção. Vamos valorizar quem ama a nossa terra e não quem a rejeita.

 

 

COMO PEDIR SUA NAMORADA EM NOIVADO

Antigamente noivar era algo sério. O rapaz só pedia a sua namorada em noivado depois de muito tempo de namoro, e realmente quando tinha a intenção de noivar. O noivado era um ato solene, regrado de formalidades. Estamos em novos tempos, o noivado não é mais algo tão sério. O BLOG buscou informações, e fez um “mix” de idéias novas e antigas, para mostrar aos leitores a melhor forma de pedir a namorada em noivado.

A primeira coisa a ser feita é sondar sua namorada, saber se ela realmente quer noivar com você. Não adianta pedi-la em noivado, quando o namoro não atravessa um bom momento. Digamos que seu namoro esteja ótimo, e que sua namorada inicie frases com “quando a gente casar...”, este é o momento certo de preparar o noivado. É preciso saber o tamanho da aliança que você irá comprar pra ela. Se você já tiver dado um anel de compromisso, está fácil. Senão, seja criativo e invente uma forma de descobrir o tamanho, sem que ela perceba. Sabendo o tamanho correto, o próximo passo é comprar as alianças. Escolha um modelo bonito (se tiver dinheiro pra isso) porque é algo que dura à vida inteira. Não esqueça de gravar os nomes nas alianças, algo importantíssimo.

Alianças compradas, nomes gravados, é hora das formalidades. Primeiramente marque um jantar num restaurante chique com sua namorada. Para que ela não desconfie, a leve para um jantar desse tipo pelo menos umas duas vezes por ano. No dia do jantar com ela, ligue para o seu sogro e diga que precisa ir à sua casa, para conversarem sobre algo. Horas antes do jantar, vá à casa do seu sogro,(quando a noiva não estiver) e diga o quanto gosta da filha dele e que quer casar com ela. Essa é a hora de pedir a mão da noiva. Mas claro que você não quer só a mão, quer a noiva todinha, até porque só a mão não serve pra nada (kkk). A não ser que você seja um mau caráter ou vagabundo, o sogrão vai concordar com o seu pedido. Se ele for durão ou não gostar muito de você, dirá algo como: “por mim eu não deixo, mas se ela quiser, tudo bem.” O pedido oficial ao sogro é uma grande formalidade, mas bastante necessária. Ele se sentirá feliz pelo seu respeito e consideração de pedir primeiro a ele, pra depois pedir a noiva. Uma última coisa, peça a seu sogro que não conte a filha sobre a sua visita, até porque você irá pedi-la em noivado horas depois.

Pedido oficial feito, é a hora do jantar. Escolha um restaurante chique, mas chique mesmo, se for preciso junte dinheiro o ano todo pra isso. Chegue antes ao restaurante, peça ao garçom para em um dado momento deixar o ambiente à meia luz, e para trazer velas para iluminar sua mesa. Fale também com o cantor e  peça pra ele cantar “àquela música”, a música preferida do casal, ao seu sinal. Prefira uma mesa mais reservada. Converse normalmente com ela, sempre falando coisas românticas e batidas, mas que provocam um ótimo efeito, como: “você está linda”, “eu te amo”, “tava morrendo de saudade”. Quando sentir que está no momento no certo, faça o sinal para o garçom que desligará as luzes e trará as velas; faça também o sinal para o cantor que cantará  “àquela música”. Ela ficará deslumbrada e como diz o poeta Amazan, “é aí que você pega a fera no momento de fraqueza”, colocando a aliança no dedo dela e a pedindo em casamento. Pode acreditar, depois de tudo isso, ela não ousará lhe dizer não. E tem mais, irá lhe recompensar muito bem mais tarde.

 

 

 

 

 

 

ATURAR FLANELINHA, É DOSE

As vendas de automóveis dispararam no país, nos últimos meses. Existem mais carros nas ruas, e mais gente, que antes andava de ônibus, andando no seu próprio carro. Só que qualquer pessoa que ande com seu carro, vai precisar estacionar em algum lugar. E pode acreditar, em quase todos os locais onde você for, existirá um “flanelinha”, “olhando” seu carro.

A cena se repete para onde você for. Em um dado momento você vai à calçadinha de Tambaú, e estaciona de frente ao mar, numa rua que é pública, e antes mesmo de sair do carro, percebe a aproximação daquele sujeito maltrapilho e mal encarado, dizendo: “vou dar uma olhadinha aí patrão”. Não se trata de uma pergunta, mas sim de uma afirmação, ele vai olhar o seu carro. É quase como um contrato verbal, ele fala essa frase, e por prestar o serviço de “dar uma olhadinha”, se acha merecedor de uma contraprestação em dinheiro. Você, que não quer confusão, permite tacitamente que ele “olhe” o seu carro. Ao chegar ao seu carro de volta, você percebe que o sujeito vem, de muito longe, numa corrida de longa distância em direção ao carro, dizendo: “um trocadinho aí patrão”. Essa é a hora que ele cobra pelo serviço de “olhar carros”, quando na verdade não estava olhando coisa alguma. Você é de certa forma, coagido a pagar por um serviço ao qual não pediu. Sem dúvida é uma afronta ao cidadão. Mas geralmente, você dá o “trocadinho” pedido (exigido) pelo sujeito, com medo dele estar armado (muitas vezes está) ou por medo que ele arranhe seu carro.

A cada dia, os flanelinhas são mais ousados. De todos que eu já vi, chamou-me atenção um sujeito que “trabalha” (Isso é um trabalho? Acho que não.) em frente ao Teatro Santa Rosa, no turno da noite. Fui assistir uma peça no teatro, e ao sair do carro percebi um desconhecido me chamando de “abençoado”. O desconhecido era um flanelinha, e explicou que “olhava” os carros naquela área, e cobrava 3 reais pelo seu serviço. É isso mesmo, caro leitor, 3 reais, mais caro do que o estacionamento do Manaíra Shopping. O sujeito continuou, dizendo que já “trabalhava” naquele local há 14 anos, e que eu teria que pagar os 3 reais adiantados, porque tinha gente que deixava para pagar no final, e às vezes pagava somente 0,50 centavos ou 1 real, “desvalorizando o trabalho dele”. Confesso que ao escutar isso, pensei em rir ou dar um murro na cara dele, não fiz uma coisa nem outra, e também não paguei os 3 reais que ele queria, nem antes, nem depois. A ousadia desses sujeitos é impressionante. O cidadão comum se sente coagido a pagar para estacionar seu carro em uma rua PÚBLICA. Será uma nova modalidade de tributo instituída pela Associação dos guardadores de carro? Ou é uma afronta ao cidadão, cometida por pessoas que em sua maioria, não passam de marginais? Qual seria a resposta mais plausível, queridos leitores?

O problema é grave, pois, muitos desses flanelinhas, andam armados e efetuam furtos e assaltos. Quer dizer, nós pagamos dinheiro, para alguém que possivelmente, irá nos assaltar e nos agredir. Qual é a solução para essa chaga social, chamada “flanelinha”? Difícil responder. A polícia até poderia coibir a ação dessas pessoas, mas não existe efetivo suficiente para isso. E quando existe policiais próximos, eles quase sempre, são omissos, deixando “o circo pegar fogo” e o cidadão ser coagido. Confesso que não consigo imaginar nenhuma lei que poderia ser criada, para impedir a ação dessas pessoas, sem afetar um dos direitos e garantias fundamentais constantes na Constituição Federal. Alguns diriam que esse alto número de flanelinhas nas ruas é devido à falta de emprego no país. E que se existissem mais empregos, essas pessoas deixariam de “olhar carros”. Não concordo. Acho que, muitas vezes, eles rejeitam outros empregos para continuarem atuando como flanelinhas. A maioria deles não “trabalha” nisso por falta de opção, mas sim pela opção de ser flanelinha. Um trabalho leve, sem chefe, à beira da marginalidade, em que, geralmente, se ganha mais do que um salário mínimo.

O BLOG, não consegue enxergar uma solução para este problema, em curto prazo. O que recomendamos ao cidadão comum que anda com o seu carro, é muito cuidado e atenção com os flanelinhas, nós nunca sabemos o que podemos esperar deles.

 

 

 

 

 

O AMOR PODE ESTAR AO SEU LADO

 

*Pela primeira  vez o BLOG apresenta um texto escrito por outra pessoa. Atenção você que está solteiro(a), não deixe de ler este texto extremamente bem escrito por Márcia Danyelle Freire de Araújo.

 

 

" Eles nasceram no mesmo ano, suas mães casaram grávidas, estudaram no mesmo colégio e foram batizados na mesma igreja, aliás, pelo mesmo padre. Mesmo assim nunca se encontraram... Estudaram um de frente ao outro, fizeram cursinho no mesmo lugar. Passaram as férias na ABE, centenas de vezes devem ter se cruzado nesse labirinto de concreto e verde que é João Pessoa.
Ele estava ali ao seu lado e ela não o via...
Ela estava ali ao seu lado e ele não a via...
Vivendo paralelamente, talvez modificando a vida um do outro constantemente. É o certo sabor da vida: Como explicar um instante que muda toda sua vida?
É simplesmente um "click", um "alô" ou um "que bons ventos lhe trazem", ele poderia não ter aceito ou ela não ter atendido o telefone. Eles poderiam ter deixado para depois. Talvez a vida tenha seus porquês, talvez eles teriam se encontrado de todo jeito. Ou continuariam suas vidas paralelas, tornando-se colegas de trabalho ou ele pedindo sua opinião nas compras... Ele poderia pegar a lata na prateleira mais alta. E eles só seriam estranhos, o cara da lata e a moça da blusa azul. Um dia seus filhos namorariam, quem sabe? Ou talvez ficassem presos no elevador e percebessem que foram feitos um para o outro. Era possível vê-los roçar a pele, mas nunca se conheceram, eles estavam ali um ao lado do outro.
Era Carlos que os conhecia...
Era Jojo que os conhecia...
Belinha que os conhecia...
Filipe que é amigo dela e foi amigo de infância dele...
Eles estavam ali e só eles não viam.
E a vida que gritava: "Olhe pro lado!!!", ou só desse gargalhada de toda essa cegueira.
Quem sabe quais caminhos seguiriam antes de se encontrar?
Poderiam continuar com uma eterna vida paralela e no final perceber que faltava uma coisa, eles. Dizem que o amor não bate duas vezes na mesma porta, que a vida não lhe dá outra chance e quem dorme no ponto perde o ônibus. Olhando essa história me pergunto se esses dizeres estão corretos. Todo tempo eles estevam ao lado, separados apenas por uma cortina de invisibilidade, freqüêntando a casa da esquina, eles estavam tão próximos e tão distantes... Ou, talvez, o fato de estar ao lado seguindo paralelamente seja mera irônia, eles iam se encontrar da maneira correta, no momento certo e a "paralelidade" seja só uma brincadeirinha do destino para dá um tempero a história. Eles cresceram juntos, amadureceram juntos, no entanto, o encontro foi do jeito que Ele quis, no momento que Ele quis e eles só são mero instrumentos, peças de uma história maior. Esperando, agora juntos, um futuro bom.
Eles talvez se tornem uma lenda urbanda, uma "estória" de um casal que viveu junto sem se conhecer até se encontrar e quando isso aconteceu tiveram a impressão que se conheciam a anos. Foram "gritos loucos", "horas afins" falando dos 23 anos separados e rindo dos desencontros. De repente, vão contar que quando ele a beijou ela sentiu o corpo gelar e uma música que parecia sair de sua alma tocou "Abalou, abalou sacudiu. Coração é só felicidade...". E uns irão dizer que a vida é louca, outros que tem coisa que simplesmente tem que acontecer. De certo, poucos irão acreditar que eles existem. O fato é a vida tem dessas coisas, ela simplesmente é mais do que ato de viver, a vida é um mar que nos puxa e nos empurra, ela é poesia, é conto e é musicalidade... A vida é algo teatral, um drama e uma novela. Viver é algo tão artístico que quem ousa encená-la tem que lembrar-se sempre que um simples encontro pode ser o começo de uma história ou só uma crônica, basta saber como encará-la.
Moral da história: "O amor pode estar do seu lado...".

 

* Quer saber qual é o casal citado no texto? Será que ele existe? Quer uma dica? É o mesmo casal do texto anterior, não é difícil...

 

COISAS DE CASAL (APAIXONADO) EM ÍNÍCIO DE NAMORO

 

O leitor com certeza conhece aqueles atos típicos de casal em início de namoro. Aquelas coisinhas, que ás vezes de tão simplórias, só podem acontecer com um casal que ainda está no começo do relacionamento. Pois bem, o BLOG andou observando um casal aqui de João Pessoa, em ínicio de namoro, e trás agora alguns desses “atos típicos”.

- A namorada coloca apelidos carinhosos no namorado, fala com voz manhosa e ele adora.

- O namorado liga todo dia para namorada, pra dizer sempre as mesmas coisas, algo como: “to com saudade”,  “te adoro”.

- A namorada manda uma média de três mensagens de texto por dia,  pro celular do namorado e ele adora.

- Os dois caminham abraçados, e mesmo caminhando continuam se beijando de 2 em 2 minutos.

- Quando estão sentados numa lanchonete ou barzinho, um de frente ao outro, ele tira o cabelo do rosto dela, e eles se olham; o olho dela brilha, o dele também, numa troca de olhares que só acontece com casal apaixonado.

- Eles não se cansam de se ver. Passam 10, 11, 12 horas ininterruptas juntos e quando ele deixa ela em casa, os dois já sentem saudade um do outro.

- O namorado compra rosas pra ela num dia comum, sem ser aniversário, dia dos namorados, ou dia das mulheres.

- Ela pede pra ele comprar uma barra de chocolate meio amargo para ela de 10 horas da noite, e ele enfrenta a fila do caixa rápido do Carrefour, só pra atender ao pedido da namorada. O mais incrível é que ele faz isso de boa vontade.

- Ela que nunca havia cozinhado, prepara um jantar especial para namorado. Depois do jantar ele a ajuda a lavar os pratos.

- Eles gostam tanto de ficar juntos que não percebem a hora passar. Por isso estão acostumados a ficar nos locais até fechar, saindo literalmente na vassoura. Já “fecharam” o Golfinho no Bessa, a Casa do Pão de Queijo no Bessa, a Pizzaria Veneza nos Bancários, uma Palhoça na praia de Tambaú e até (pasmem!) a tenda da polícia militar no Busto de Tamandaré em Tambaú.

- Eles foram para o Pão de Açúcar de 2 horas da manhã, porque queriam um lugar para conversar.

- Ela acorda de 5 horas da manhã num domingo para acompanhar o namorado à uma mini-cirurgia.

- Ele abre a porta do carro para a namorada entrar.

- Ele escreve cartinhas românticas para ela, e ela escreve para ele.

- Ele anda com ela no braço, porque ela está com preguiça de andar. Eu sei o que estão pensando, leitores. Mas fiquem tranqüilos, ela só tem 55kg, foi fácil de carregar.

- Ele vai pra missa com ela, mesmo achando algo extremamente chato.

- Ele diz que ela está linda, mesmo quando ela está desarrumada, descabelada e sem maquiagem.

- Ela assiste futebol com ele, sem reclamar.

- Ele faz massagem nela, sem ela pedir.

Quem já casou ou namora há mais de 5 anos, sabe que ele não sai de casa de 10 horas da noite pra comprar uma barra de chocolate pra ela. Sabe também que ela não agüenta assistir futebol ao lado dele. Portanto, se você vir algum desses atos citados acima, tenha certeza: estará diante de um casal de início de namoro.

P.S.  Será que alguém advinha qual é  o casal citado no texto? Não é difícil  

O CASO ISABELA: PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

 

O caso da menina Isabela, que chocou o país, segundo a polícia, está praticamente resolvido. O casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá foi indiciado por homicídio doloso. Não tenho a menor intenção de indicar os culpados, ou contestar a opinião da polícia, até porque não conheço o caso a fundo. O que quero nesta coluna é tentar entender as questões sem resposta deste caso.

O laudo técnico da polícia paulista, concluiu que não houve uma terceira pessoa no apartamento do casal, na noite do crime. Conclui também que existia sangue da menina Isabela, no carro do casal, no sapato de Ana Carolina, na camisa de Alexandre, em várias partes do chão do apartamento. E que esse sangue foi limpo, por alguma pessoa, na intenção de falsear a cena do crime. Por que existe sangue da menina no carro do casal, se eles afirmam que ela não possuía nem um ferimento? Por que alguém limparia o sangue da menina espalhado pelo apartamento?

Outra conclusão do laudo técnico foi de que a menina Isabela foi asfixiada antes de ser jogada pela janela. Uma das reações que podem ocorrer a uma pessoa que é asfixiada é vomitar. A polícia encontrou vestígios de vomito de Isabela na camisa de Alexandre. Como este vestígio foi parar em sua camisa? Ainda na camisa que Alexandre usava no dia do crime, que por sinal foi lavada antes de ser entregue a policia, foi encontrado vestígios da rede de proteção da janela, onde a menina foi jogada. Como esse vestígio foi parar na camisa dele? Em depoimento à polícia, Alexandre disse que isso se justifica, pois ele se aproximou da referida rede, com seu filho Pietro em seu braço, para observar o que tinha acontecido com sua filha. O problema é que os vestígios encontrados em sua camisa estavam localizados na gola. Como isso foi possível se ele carregava uma criança em seus braços?

No dia do crime, Alexandre afirmou que após ter deixado Isabela no apartamento, passou cinco minutos na garagem, para onde foi buscar seus dois outros filhos. Em novo depoimento, semana passada, ele afirmou ter passado não cinco, mas dezenove minutos. Por que essa diferença tão grande nos depoimentos?

Essas perguntas citadas acima, continuam sem respostas, pelo menos, sem resposta comprovada. Quando houver as respostas definitivas o caso estará resolvido.

 

A PRESSÃO DAS NAMORADAS

Um observador do cotidiano mais atento, já deve ter percebido que as mulheres entre 20 e 26 anos, solteiras, estão participando de uma verdadeira corrida de fórmula um, onde o pódio mais desejado é o casamento. Pode-se fazer alguns pit-stops antes do fim corrida, pode-se também trocar de scuderia (namorado), se ela não oferecer uma estabilidade e segurança para chegar até o final. Mas a partir do momento que as mulheres corredoras encontram a scuderia (namorado) certa, não a abandonam antes do pódio.

Não estou querendo dizer que as mulheres estão desesperadas a ponto de namorar qualquer tipo de gente. Não se trata disso, pelo menos não na faixa etária citada no primeiro parágrafo. O que realmente acontece é que quando as mulheres encontram um namorado decente, mesmo que não seja lá uma BRASTEMP, não se privam de garantir o futuro, ou seja, de obrigá-lo a noivar.

O que tenho visto acontecer em relacionamentos de amigos, seria cômico se não fosse trágico. As mulheres chegam ao ponto de ameaçar terminar o namoro, se o namorado não aceitar noivar. Frases como: “ou noiva ou tchau”, são repetidamente ditas por elas. Diante disso, muitas vezes os homens noivam pressionados, em um momento inoportuno.

Mas por que existe esse desespero para noivar? É fácil. A quantidade de bons homens no mercado é mínima, e a maioria deles já está comprometido. Mesmo que algumas neguem, toda mulher tem o sonho de casar e ter filhos, e para isso é necessário encontrar um marido o quanto antes. Portanto, o desespero para “segurar” o futuro marido se justifica. O medo de ficar sozinha fala mais alto.

Essa pressão para noivar, imposta por elas, não é uma idéia de toda desprezível. Porque ao colocarem a faca no pescoço do namorado, no tradicional “ou noiva ou tchau”, elas podem ter a real noção do grau de seriedade de seus namoros. Eu explico. Existem três situações possíveis:

1) O namorado não aceita noivar. Alega que não é o momento ideal, por motivos justos, como falta de condições financeiras, etc. Mesmo assim, promete noivar brevemente, quando os problemas forem resolvidos, e para mostrar compromisso, estipula um prazo para noivar. Nesse caso, a mulher deve confiar no namorado e esperar que ele cumpra o prazo.

2) O namorado não aceita noivar. Inventa inúmeras desculpas, mas nenhuma convincente. Não estipula prazo para noivar no futuro, ou o estipula muito longo. Nesse caso, leitora, não precisa ter dúvidas, seu namorado não gosta o suficiente de você, nunca considerou a possibilidade de noivar, porque não lhe considera casável e está namorando por namorar. Posso falar isso por experiência própria.

3) O namorado aceita noivar. Se o seu namorado aceita noivar, ele realmente considera a relação séria, e pensa em casar. Raramente, o homem noiva com uma mulher a qual não considera casável. Se ele se dispôs a comprar as alianças e a encarar o sogro para pedir a mão da noiva, tem 90% de certeza de  que quer casar com a namorada.

Namoradas, não pressionem seus namorados para noivar. Esperem que a atitude parta deles, até porque ser pedida em noivado num jantar romântico, de surpresa, é muito mais gostoso.

 

UM AMIGO VALE MAIS DO QUE DINHEIRO

A sabedoria popular diz que ter amigos é melhor do que ter dinheiro. Nunca ousei discordar desta afirmação, mas ainda não tinha tido provas tão claras de como isso é verdade como neste ano. Hoje, posso afirmar com toda certeza que ter amigos é muito, mas muito melhor do que dinheiro, e explicarei por que.

O dinheiro é algo útil para adquirirmos bens que desejamos. Como por exemplo, um carro, uma casa, uma viagem à Europa. São bens materiais que podem trazer conforto a nossas vidas. É claro que o dinheiro também pode ser muito importante como no caso de você precisar pagar uma cirurgia urgente para o seu pai, sem a qual ele morreria. Claro que em determinadas situações como estas, o dinheiro é importante. Mas ele não é o bem mais importante da vida, até porque, diferentemente do que muitos pensam o dinheiro não compra tudo. Não compra paz, saúde (pode ajudar um pouco, mas não compra), amor e nem amigos.

Um amigo verdadeiro não se compra, se conquista. O dinheiro pode até atrair muitos amigos, mas não serão verdadeiros. Os falsos amigos não estão interessados em nada além dos benefícios do dinheiro. E quando este acaba, os falsos amigos vão embora como num passe de mágica. Definitivamente, dinheiro não compra um amigo, não os verdadeiros.

No presente ano, tive provas vivas de como um amigo vale mais que dinheiro. Agora, conto a vocês leitores, algumas dessas histórias.

1) Estava me preparando para fazer a segunda etapa do exame de ordem da OAB. Precisava, para tanto, de alguns livros para minha preparação. Procurei em todas as livrarias de João Pessoa, os livros de que precisava, não encontrei nenhum deles. O tempo para a prova era curto, e não daria tempo pedir nenhum livro pela internet. Ou seja, mesmo com dinheiro para comprar os livros, por um motivo ou por outro, não pude fazê-lo. Minha aprovação na OAB, dependia desses livros. Então, busquei a única solução possível: recorri aos amigos. E eles não me faltaram. Rômulo, Josean, Alexandre e Jaílson, me emprestaram os que eu precisava, e eu passei na prova.  Alguns, leia-se Márcia e Alyne, não tinham livros jurídicos para me emprestar, mas tinham algo tão importante quanto isso para me dar: apoio moral, injeção de ânimo e até orações. Se eu consegui passar na OAB, foi porque esses meus amigos me ajudaram e muito. Cada um deu a sua contribuição, e cada um tem um pedacinho da minha carteirinha de advogado.

2) Após a aprovação no exame de ordem, precisava reunir determinados documentos para requerer a inscrição de advogado no primeiro lote. O prazo era curtíssimo e era humanamente impossível tirar todas as certidões necessárias em tempo hábil. Eu estava prestes a perder a inscrição, e se assim fosse só poderia me inscrever novamente em dois meses. Precisava de uma certidão da Polícia Civil, o problema é que esta estava em greve e por causa disso, a certidão iria demorar mais do que o normal. E isso extrapolaria o prazo da OAB. Ter dinheiro não iria me ajudar em nada. Por isso, novamente recorri aos amigos. Desta vez, recorri a Josean, funcionário da Polícia Civil especialmente encarregado de fazer o tipo de certidão da qual eu precisava. Josean foi ao trabalho em plena greve e fez a certidão. Consegui minha inscrição na OAB no primeiro lote, graças à um amigo.

Portanto, queridos leitores, saibam que a amizade é um bem infinitamente mais valioso do que dinheiro. Preserve e cuide bem dos seus amigos.

 

PRA PEGAR O MAGO, SÓ DE FERRARI

                   Neste instante, após a decisão de quem vai ser o concorrente de Ricardo Coutinho à disputa da Prefeitura de João Pessoa, a campanha eleitoral começa a tomar corpo. Todos sabem que o Mago, possui a maioria das intenções de voto. Alguns falam em 70%, outros em 80% dos votos para ele. Não se sabe ao certo o tamanho de sua vantagem com relação aos demais candidatos, mas sabe-se que é enorme.

 

                  João Gonçalves vê o Mago muito distante nessa corrida eleitoral, a distância é tão grande, que ele precisa até de binóculo para enxergá-lo. João não é besta, pelo contrário, é uma raposa velha da política, e por isso sabe que o quanto antes correr atrás do Mago, melhor. O problema é que para se aproximar dele, só mesmo se João correr numa Ferrari. O PSDB tem dinheiro pra bancar essa Ferrari? Até que tem. Só que se o povo não quiser, a Ferrari só poderá andar na primeira marcha, e a campanha do partido não decolará.

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