Cotidiano

 
 

: : BESSA: O PIOR LUGAR DA CIDADE PARA CAMINHAR : :

 

Há 11 anos sou morador do Bessa, e lembro-me dos tempos em que existiam rebanhos bovinos passeando pelas ruas sem calçamento do bairro. Tratava-se de uma paisagem tranqüila e bucólica, onde se podia caminhar e admirar os poucos cajueiros que ainda restavam por aqui.

 O Bessa cresceu, muitas ruas já são calçadas, não se vêem mais vacas pelas ruas. Com o progresso, veio o assustador crescimento do trânsito. Para um bairro que não possui uma única praça, exceto a do Caju que não tem estrutura e segurança decentes, nem uma calçadinha na praia, a única opção de caminhada eram as ruas. Só que isso não é mais possível. Anteontem, experimentei fazer uma caminhada na minha rua às 5:10 da manhã, exatamente para fugir do trânsito maluco que assola o bairro. Para minha surpresa, até nesse pacato horário, caminhar se transformou numa atividade de alto risco. Motoristas irresponsáveis dirigiam em alta velocidade, muitos pareciam estar embriagados e com sono. Minha caminhada durou cerca de 10 minutos. Tive que escolher entre caminhar ou viver, escolhi viver.

Se não existe praça, se não existe calçadinha, se os motoristas são imbecis e irresponsáveis mesmo às 5:00 da manhã, onde podemos caminhar no Bessa ? Será que o bairro com o IPTU mais caro da cidade, não possui uma opção decente para os caminhantes ? Repito a pergunta de um adesivo que circulou em João Pessoa há alguns meses: MAGO, E O BESSA?

 
 

                                                                                    : : CAIXINHA DE NATAL : :

               Todo ano é a mesma coisa, em qualquer lugar que você vá, elas estão lá. As caixinhas de natal se aglomeram por toda a cidade. Você vai comprar um coco e lá está ela, vai a uma loja comprar uma roupa e novamente encontramos uma caixinha de papelão com os dizerem, “colabore com o Natal dos balconistas”. Alguns não se contentam em ostentar a caixinha para o consumidor, mais ousados, solicitam uma “ajudinha” para um Natal mais “gordo”. Então ao comprar um produto, o consumidor não deve apenas pagar o seu referido preço como também colaborar com a caixinha dos funcionários. E ai da pessoa que se recuse a ajudar, será brindado com a cara amarrada de todos os funcionários da loja. Me desculpa a franqueza, mas acho isso simplesmente imoral. Ao comprar um produto o único dever do consumidor é pagar o seu preço e nada mais. Todo funcionário já recebe pelo seu trabalho e no período de Natal ainda é contemplado com o 13º salário, aliás, algo muito justo. É impressionante como o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo.

              Hoje à tarde fui ao salão de beleza cortar o cabelo. Freqüento o mesmo salão há 5 anos, portanto conheço razoavelmente bem o cabeleireiro. Ao começar a cortar meu cabelo, ele falava que seus clientes sempre lhe davam presentes no Natal, que esse ano tinha ganhado um chapéu, ano passado um vinho... Ao final, mostrou a sua caixinha de Natal, na esperança com que eu me sentisse “obrigado” a também lhe presenteá-lo, já que era algo comum entre seus clientes. Detalhe, não é a primeira vez que ele faz isso. Eu me fingi de surdo e decidi cortar o cabelo em outro salão.

              Um advogado não cobra 30% ao invés de 20%, porque está em dezembro. Um médico não cobra um acréscimo no valor da cirurgia apenas porque estamos no período natalino. Por isso, diga não a caixinha de Natal. Não colabore com mais esse abuso do país do “jeitinho”.

COMO PEDIR SUA NAMORADA EM NOIVADO

Antigamente noivar era algo sério. O rapaz só pedia a sua namorada em noivado depois de muito tempo de namoro, e realmente quando tinha a intenção de noivar. O noivado era um ato solene, regrado de formalidades. Estamos em novos tempos, o noivado não é mais algo tão sério. O BLOG buscou informações, e fez um “mix” de idéias novas e antigas, para mostrar aos leitores a melhor forma de pedir a namorada em noivado.

A primeira coisa a ser feita é sondar sua namorada, saber se ela realmente quer noivar com você. Não adianta pedi-la em noivado, quando o namoro não atravessa um bom momento. Digamos que seu namoro esteja ótimo, e que sua namorada inicie frases com “quando a gente casar...”, este é o momento certo de preparar o noivado. É preciso saber o tamanho da aliança que você irá comprar pra ela. Se você já tiver dado um anel de compromisso, está fácil. Senão, seja criativo e invente uma forma de descobrir o tamanho, sem que ela perceba. Sabendo o tamanho correto, o próximo passo é comprar as alianças. Escolha um modelo bonito (se tiver dinheiro pra isso) porque é algo que dura à vida inteira. Não esqueça de gravar os nomes nas alianças, algo importantíssimo.

Alianças compradas, nomes gravados, é hora das formalidades. Primeiramente marque um jantar num restaurante chique com sua namorada. Para que ela não desconfie, a leve para um jantar desse tipo pelo menos umas duas vezes por ano. No dia do jantar com ela, ligue para o seu sogro e diga que precisa ir à sua casa, para conversarem sobre algo. Horas antes do jantar, vá à casa do seu sogro,(quando a noiva não estiver) e diga o quanto gosta da filha dele e que quer casar com ela. Essa é a hora de pedir a mão da noiva. Mas claro que você não quer só a mão, quer a noiva todinha, até porque só a mão não serve pra nada (kkk). A não ser que você seja um mau caráter ou vagabundo, o sogrão vai concordar com o seu pedido. Se ele for durão ou não gostar muito de você, dirá algo como: “por mim eu não deixo, mas se ela quiser, tudo bem.” O pedido oficial ao sogro é uma grande formalidade, mas bastante necessária. Ele se sentirá feliz pelo seu respeito e consideração de pedir primeiro a ele, pra depois pedir a noiva. Uma última coisa, peça a seu sogro que não conte a filha sobre a sua visita, até porque você irá pedi-la em noivado horas depois.

Pedido oficial feito, é a hora do jantar. Escolha um restaurante chique, mas chique mesmo, se for preciso junte dinheiro o ano todo pra isso. Chegue antes ao restaurante, peça ao garçom para em um dado momento deixar o ambiente à meia luz, e para trazer velas para iluminar sua mesa. Fale também com o cantor e  peça pra ele cantar “àquela música”, a música preferida do casal, ao seu sinal. Prefira uma mesa mais reservada. Converse normalmente com ela, sempre falando coisas românticas e batidas, mas que provocam um ótimo efeito, como: “você está linda”, “eu te amo”, “tava morrendo de saudade”. Quando sentir que está no momento no certo, faça o sinal para o garçom que desligará as luzes e trará as velas; faça também o sinal para o cantor que cantará  “àquela música”. Ela ficará deslumbrada e como diz o poeta Amazan, “é aí que você pega a fera no momento de fraqueza”, colocando a aliança no dedo dela e a pedindo em casamento. Pode acreditar, depois de tudo isso, ela não ousará lhe dizer não. E tem mais, irá lhe recompensar muito bem mais tarde.

 

 

 

 

 

 

ATURAR FLANELINHA, É DOSE

As vendas de automóveis dispararam no país, nos últimos meses. Existem mais carros nas ruas, e mais gente, que antes andava de ônibus, andando no seu próprio carro. Só que qualquer pessoa que ande com seu carro, vai precisar estacionar em algum lugar. E pode acreditar, em quase todos os locais onde você for, existirá um “flanelinha”, “olhando” seu carro.

A cena se repete para onde você for. Em um dado momento você vai à calçadinha de Tambaú, e estaciona de frente ao mar, numa rua que é pública, e antes mesmo de sair do carro, percebe a aproximação daquele sujeito maltrapilho e mal encarado, dizendo: “vou dar uma olhadinha aí patrão”. Não se trata de uma pergunta, mas sim de uma afirmação, ele vai olhar o seu carro. É quase como um contrato verbal, ele fala essa frase, e por prestar o serviço de “dar uma olhadinha”, se acha merecedor de uma contraprestação em dinheiro. Você, que não quer confusão, permite tacitamente que ele “olhe” o seu carro. Ao chegar ao seu carro de volta, você percebe que o sujeito vem, de muito longe, numa corrida de longa distância em direção ao carro, dizendo: “um trocadinho aí patrão”. Essa é a hora que ele cobra pelo serviço de “olhar carros”, quando na verdade não estava olhando coisa alguma. Você é de certa forma, coagido a pagar por um serviço ao qual não pediu. Sem dúvida é uma afronta ao cidadão. Mas geralmente, você dá o “trocadinho” pedido (exigido) pelo sujeito, com medo dele estar armado (muitas vezes está) ou por medo que ele arranhe seu carro.

A cada dia, os flanelinhas são mais ousados. De todos que eu já vi, chamou-me atenção um sujeito que “trabalha” (Isso é um trabalho? Acho que não.) em frente ao Teatro Santa Rosa, no turno da noite. Fui assistir uma peça no teatro, e ao sair do carro percebi um desconhecido me chamando de “abençoado”. O desconhecido era um flanelinha, e explicou que “olhava” os carros naquela área, e cobrava 3 reais pelo seu serviço. É isso mesmo, caro leitor, 3 reais, mais caro do que o estacionamento do Manaíra Shopping. O sujeito continuou, dizendo que já “trabalhava” naquele local há 14 anos, e que eu teria que pagar os 3 reais adiantados, porque tinha gente que deixava para pagar no final, e às vezes pagava somente 0,50 centavos ou 1 real, “desvalorizando o trabalho dele”. Confesso que ao escutar isso, pensei em rir ou dar um murro na cara dele, não fiz uma coisa nem outra, e também não paguei os 3 reais que ele queria, nem antes, nem depois. A ousadia desses sujeitos é impressionante. O cidadão comum se sente coagido a pagar para estacionar seu carro em uma rua PÚBLICA. Será uma nova modalidade de tributo instituída pela Associação dos guardadores de carro? Ou é uma afronta ao cidadão, cometida por pessoas que em sua maioria, não passam de marginais? Qual seria a resposta mais plausível, queridos leitores?

O problema é grave, pois, muitos desses flanelinhas, andam armados e efetuam furtos e assaltos. Quer dizer, nós pagamos dinheiro, para alguém que possivelmente, irá nos assaltar e nos agredir. Qual é a solução para essa chaga social, chamada “flanelinha”? Difícil responder. A polícia até poderia coibir a ação dessas pessoas, mas não existe efetivo suficiente para isso. E quando existe policiais próximos, eles quase sempre, são omissos, deixando “o circo pegar fogo” e o cidadão ser coagido. Confesso que não consigo imaginar nenhuma lei que poderia ser criada, para impedir a ação dessas pessoas, sem afetar um dos direitos e garantias fundamentais constantes na Constituição Federal. Alguns diriam que esse alto número de flanelinhas nas ruas é devido à falta de emprego no país. E que se existissem mais empregos, essas pessoas deixariam de “olhar carros”. Não concordo. Acho que, muitas vezes, eles rejeitam outros empregos para continuarem atuando como flanelinhas. A maioria deles não “trabalha” nisso por falta de opção, mas sim pela opção de ser flanelinha. Um trabalho leve, sem chefe, à beira da marginalidade, em que, geralmente, se ganha mais do que um salário mínimo.

O BLOG, não consegue enxergar uma solução para este problema, em curto prazo. O que recomendamos ao cidadão comum que anda com o seu carro, é muito cuidado e atenção com os flanelinhas, nós nunca sabemos o que podemos esperar deles.

 

 

 

 

 

O AMOR PODE ESTAR AO SEU LADO

 

*Pela primeira  vez o BLOG apresenta um texto escrito por outra pessoa. Atenção você que está solteiro(a), não deixe de ler este texto extremamente bem escrito por Márcia Danyelle Freire de Araújo.

 

 

" Eles nasceram no mesmo ano, suas mães casaram grávidas, estudaram no mesmo colégio e foram batizados na mesma igreja, aliás, pelo mesmo padre. Mesmo assim nunca se encontraram... Estudaram um de frente ao outro, fizeram cursinho no mesmo lugar. Passaram as férias na ABE, centenas de vezes devem ter se cruzado nesse labirinto de concreto e verde que é João Pessoa.
Ele estava ali ao seu lado e ela não o via...
Ela estava ali ao seu lado e ele não a via...
Vivendo paralelamente, talvez modificando a vida um do outro constantemente. É o certo sabor da vida: Como explicar um instante que muda toda sua vida?
É simplesmente um "click", um "alô" ou um "que bons ventos lhe trazem", ele poderia não ter aceito ou ela não ter atendido o telefone. Eles poderiam ter deixado para depois. Talvez a vida tenha seus porquês, talvez eles teriam se encontrado de todo jeito. Ou continuariam suas vidas paralelas, tornando-se colegas de trabalho ou ele pedindo sua opinião nas compras... Ele poderia pegar a lata na prateleira mais alta. E eles só seriam estranhos, o cara da lata e a moça da blusa azul. Um dia seus filhos namorariam, quem sabe? Ou talvez ficassem presos no elevador e percebessem que foram feitos um para o outro. Era possível vê-los roçar a pele, mas nunca se conheceram, eles estavam ali um ao lado do outro.
Era Carlos que os conhecia...
Era Jojo que os conhecia...
Belinha que os conhecia...
Filipe que é amigo dela e foi amigo de infância dele...
Eles estavam ali e só eles não viam.
E a vida que gritava: "Olhe pro lado!!!", ou só desse gargalhada de toda essa cegueira.
Quem sabe quais caminhos seguiriam antes de se encontrar?
Poderiam continuar com uma eterna vida paralela e no final perceber que faltava uma coisa, eles. Dizem que o amor não bate duas vezes na mesma porta, que a vida não lhe dá outra chance e quem dorme no ponto perde o ônibus. Olhando essa história me pergunto se esses dizeres estão corretos. Todo tempo eles estevam ao lado, separados apenas por uma cortina de invisibilidade, freqüêntando a casa da esquina, eles estavam tão próximos e tão distantes... Ou, talvez, o fato de estar ao lado seguindo paralelamente seja mera irônia, eles iam se encontrar da maneira correta, no momento certo e a "paralelidade" seja só uma brincadeirinha do destino para dá um tempero a história. Eles cresceram juntos, amadureceram juntos, no entanto, o encontro foi do jeito que Ele quis, no momento que Ele quis e eles só são mero instrumentos, peças de uma história maior. Esperando, agora juntos, um futuro bom.
Eles talvez se tornem uma lenda urbanda, uma "estória" de um casal que viveu junto sem se conhecer até se encontrar e quando isso aconteceu tiveram a impressão que se conheciam a anos. Foram "gritos loucos", "horas afins" falando dos 23 anos separados e rindo dos desencontros. De repente, vão contar que quando ele a beijou ela sentiu o corpo gelar e uma música que parecia sair de sua alma tocou "Abalou, abalou sacudiu. Coração é só felicidade...". E uns irão dizer que a vida é louca, outros que tem coisa que simplesmente tem que acontecer. De certo, poucos irão acreditar que eles existem. O fato é a vida tem dessas coisas, ela simplesmente é mais do que ato de viver, a vida é um mar que nos puxa e nos empurra, ela é poesia, é conto e é musicalidade... A vida é algo teatral, um drama e uma novela. Viver é algo tão artístico que quem ousa encená-la tem que lembrar-se sempre que um simples encontro pode ser o começo de uma história ou só uma crônica, basta saber como encará-la.
Moral da história: "O amor pode estar do seu lado...".

 

* Quer saber qual é o casal citado no texto? Será que ele existe? Quer uma dica? É o mesmo casal do texto anterior, não é difícil...

 

COISAS DE CASAL (APAIXONADO) EM ÍNÍCIO DE NAMORO

 

O leitor com certeza conhece aqueles atos típicos de casal em início de namoro. Aquelas coisinhas, que ás vezes de tão simplórias, só podem acontecer com um casal que ainda está no começo do relacionamento. Pois bem, o BLOG andou observando um casal aqui de João Pessoa, em ínicio de namoro, e trás agora alguns desses “atos típicos”.

- A namorada coloca apelidos carinhosos no namorado, fala com voz manhosa e ele adora.

- O namorado liga todo dia para namorada, pra dizer sempre as mesmas coisas, algo como: “to com saudade”,  “te adoro”.

- A namorada manda uma média de três mensagens de texto por dia,  pro celular do namorado e ele adora.

- Os dois caminham abraçados, e mesmo caminhando continuam se beijando de 2 em 2 minutos.

- Quando estão sentados numa lanchonete ou barzinho, um de frente ao outro, ele tira o cabelo do rosto dela, e eles se olham; o olho dela brilha, o dele também, numa troca de olhares que só acontece com casal apaixonado.

- Eles não se cansam de se ver. Passam 10, 11, 12 horas ininterruptas juntos e quando ele deixa ela em casa, os dois já sentem saudade um do outro.

- O namorado compra rosas pra ela num dia comum, sem ser aniversário, dia dos namorados, ou dia das mulheres.

- Ela pede pra ele comprar uma barra de chocolate meio amargo para ela de 10 horas da noite, e ele enfrenta a fila do caixa rápido do Carrefour, só pra atender ao pedido da namorada. O mais incrível é que ele faz isso de boa vontade.

- Ela que nunca havia cozinhado, prepara um jantar especial para namorado. Depois do jantar ele a ajuda a lavar os pratos.

- Eles gostam tanto de ficar juntos que não percebem a hora passar. Por isso estão acostumados a ficar nos locais até fechar, saindo literalmente na vassoura. Já “fecharam” o Golfinho no Bessa, a Casa do Pão de Queijo no Bessa, a Pizzaria Veneza nos Bancários, uma Palhoça na praia de Tambaú e até (pasmem!) a tenda da polícia militar no Busto de Tamandaré em Tambaú.

- Eles foram para o Pão de Açúcar de 2 horas da manhã, porque queriam um lugar para conversar.

- Ela acorda de 5 horas da manhã num domingo para acompanhar o namorado à uma mini-cirurgia.

- Ele abre a porta do carro para a namorada entrar.

- Ele escreve cartinhas românticas para ela, e ela escreve para ele.

- Ele anda com ela no braço, porque ela está com preguiça de andar. Eu sei o que estão pensando, leitores. Mas fiquem tranqüilos, ela só tem 55kg, foi fácil de carregar.

- Ele vai pra missa com ela, mesmo achando algo extremamente chato.

- Ele diz que ela está linda, mesmo quando ela está desarrumada, descabelada e sem maquiagem.

- Ela assiste futebol com ele, sem reclamar.

- Ele faz massagem nela, sem ela pedir.

Quem já casou ou namora há mais de 5 anos, sabe que ele não sai de casa de 10 horas da noite pra comprar uma barra de chocolate pra ela. Sabe também que ela não agüenta assistir futebol ao lado dele. Portanto, se você vir algum desses atos citados acima, tenha certeza: estará diante de um casal de início de namoro.

P.S.  Será que alguém advinha qual é  o casal citado no texto? Não é difícil  

O CASO ISABELA: PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

 

O caso da menina Isabela, que chocou o país, segundo a polícia, está praticamente resolvido. O casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá foi indiciado por homicídio doloso. Não tenho a menor intenção de indicar os culpados, ou contestar a opinião da polícia, até porque não conheço o caso a fundo. O que quero nesta coluna é tentar entender as questões sem resposta deste caso.

O laudo técnico da polícia paulista, concluiu que não houve uma terceira pessoa no apartamento do casal, na noite do crime. Conclui também que existia sangue da menina Isabela, no carro do casal, no sapato de Ana Carolina, na camisa de Alexandre, em várias partes do chão do apartamento. E que esse sangue foi limpo, por alguma pessoa, na intenção de falsear a cena do crime. Por que existe sangue da menina no carro do casal, se eles afirmam que ela não possuía nem um ferimento? Por que alguém limparia o sangue da menina espalhado pelo apartamento?

Outra conclusão do laudo técnico foi de que a menina Isabela foi asfixiada antes de ser jogada pela janela. Uma das reações que podem ocorrer a uma pessoa que é asfixiada é vomitar. A polícia encontrou vestígios de vomito de Isabela na camisa de Alexandre. Como este vestígio foi parar em sua camisa? Ainda na camisa que Alexandre usava no dia do crime, que por sinal foi lavada antes de ser entregue a policia, foi encontrado vestígios da rede de proteção da janela, onde a menina foi jogada. Como esse vestígio foi parar na camisa dele? Em depoimento à polícia, Alexandre disse que isso se justifica, pois ele se aproximou da referida rede, com seu filho Pietro em seu braço, para observar o que tinha acontecido com sua filha. O problema é que os vestígios encontrados em sua camisa estavam localizados na gola. Como isso foi possível se ele carregava uma criança em seus braços?

No dia do crime, Alexandre afirmou que após ter deixado Isabela no apartamento, passou cinco minutos na garagem, para onde foi buscar seus dois outros filhos. Em novo depoimento, semana passada, ele afirmou ter passado não cinco, mas dezenove minutos. Por que essa diferença tão grande nos depoimentos?

Essas perguntas citadas acima, continuam sem respostas, pelo menos, sem resposta comprovada. Quando houver as respostas definitivas o caso estará resolvido.

 

A PRESSÃO DAS NAMORADAS

Um observador do cotidiano mais atento, já deve ter percebido que as mulheres entre 20 e 26 anos, solteiras, estão participando de uma verdadeira corrida de fórmula um, onde o pódio mais desejado é o casamento. Pode-se fazer alguns pit-stops antes do fim corrida, pode-se também trocar de scuderia (namorado), se ela não oferecer uma estabilidade e segurança para chegar até o final. Mas a partir do momento que as mulheres corredoras encontram a scuderia (namorado) certa, não a abandonam antes do pódio.

Não estou querendo dizer que as mulheres estão desesperadas a ponto de namorar qualquer tipo de gente. Não se trata disso, pelo menos não na faixa etária citada no primeiro parágrafo. O que realmente acontece é que quando as mulheres encontram um namorado decente, mesmo que não seja lá uma BRASTEMP, não se privam de garantir o futuro, ou seja, de obrigá-lo a noivar.

O que tenho visto acontecer em relacionamentos de amigos, seria cômico se não fosse trágico. As mulheres chegam ao ponto de ameaçar terminar o namoro, se o namorado não aceitar noivar. Frases como: “ou noiva ou tchau”, são repetidamente ditas por elas. Diante disso, muitas vezes os homens noivam pressionados, em um momento inoportuno.

Mas por que existe esse desespero para noivar? É fácil. A quantidade de bons homens no mercado é mínima, e a maioria deles já está comprometido. Mesmo que algumas neguem, toda mulher tem o sonho de casar e ter filhos, e para isso é necessário encontrar um marido o quanto antes. Portanto, o desespero para “segurar” o futuro marido se justifica. O medo de ficar sozinha fala mais alto.

Essa pressão para noivar, imposta por elas, não é uma idéia de toda desprezível. Porque ao colocarem a faca no pescoço do namorado, no tradicional “ou noiva ou tchau”, elas podem ter a real noção do grau de seriedade de seus namoros. Eu explico. Existem três situações possíveis:

1) O namorado não aceita noivar. Alega que não é o momento ideal, por motivos justos, como falta de condições financeiras, etc. Mesmo assim, promete noivar brevemente, quando os problemas forem resolvidos, e para mostrar compromisso, estipula um prazo para noivar. Nesse caso, a mulher deve confiar no namorado e esperar que ele cumpra o prazo.

2) O namorado não aceita noivar. Inventa inúmeras desculpas, mas nenhuma convincente. Não estipula prazo para noivar no futuro, ou o estipula muito longo. Nesse caso, leitora, não precisa ter dúvidas, seu namorado não gosta o suficiente de você, nunca considerou a possibilidade de noivar, porque não lhe considera casável e está namorando por namorar. Posso falar isso por experiência própria.

3) O namorado aceita noivar. Se o seu namorado aceita noivar, ele realmente considera a relação séria, e pensa em casar. Raramente, o homem noiva com uma mulher a qual não considera casável. Se ele se dispôs a comprar as alianças e a encarar o sogro para pedir a mão da noiva, tem 90% de certeza de  que quer casar com a namorada.

Namoradas, não pressionem seus namorados para noivar. Esperem que a atitude parta deles, até porque ser pedida em noivado num jantar romântico, de surpresa, é muito mais gostoso.

 

UM AMIGO VALE MAIS DO QUE DINHEIRO

A sabedoria popular diz que ter amigos é melhor do que ter dinheiro. Nunca ousei discordar desta afirmação, mas ainda não tinha tido provas tão claras de como isso é verdade como neste ano. Hoje, posso afirmar com toda certeza que ter amigos é muito, mas muito melhor do que dinheiro, e explicarei por que.

O dinheiro é algo útil para adquirirmos bens que desejamos. Como por exemplo, um carro, uma casa, uma viagem à Europa. São bens materiais que podem trazer conforto a nossas vidas. É claro que o dinheiro também pode ser muito importante como no caso de você precisar pagar uma cirurgia urgente para o seu pai, sem a qual ele morreria. Claro que em determinadas situações como estas, o dinheiro é importante. Mas ele não é o bem mais importante da vida, até porque, diferentemente do que muitos pensam o dinheiro não compra tudo. Não compra paz, saúde (pode ajudar um pouco, mas não compra), amor e nem amigos.

Um amigo verdadeiro não se compra, se conquista. O dinheiro pode até atrair muitos amigos, mas não serão verdadeiros. Os falsos amigos não estão interessados em nada além dos benefícios do dinheiro. E quando este acaba, os falsos amigos vão embora como num passe de mágica. Definitivamente, dinheiro não compra um amigo, não os verdadeiros.

No presente ano, tive provas vivas de como um amigo vale mais que dinheiro. Agora, conto a vocês leitores, algumas dessas histórias.

1) Estava me preparando para fazer a segunda etapa do exame de ordem da OAB. Precisava, para tanto, de alguns livros para minha preparação. Procurei em todas as livrarias de João Pessoa, os livros de que precisava, não encontrei nenhum deles. O tempo para a prova era curto, e não daria tempo pedir nenhum livro pela internet. Ou seja, mesmo com dinheiro para comprar os livros, por um motivo ou por outro, não pude fazê-lo. Minha aprovação na OAB, dependia desses livros. Então, busquei a única solução possível: recorri aos amigos. E eles não me faltaram. Rômulo, Josean, Alexandre e Jaílson, me emprestaram os que eu precisava, e eu passei na prova.  Alguns, leia-se Márcia e Alyne, não tinham livros jurídicos para me emprestar, mas tinham algo tão importante quanto isso para me dar: apoio moral, injeção de ânimo e até orações. Se eu consegui passar na OAB, foi porque esses meus amigos me ajudaram e muito. Cada um deu a sua contribuição, e cada um tem um pedacinho da minha carteirinha de advogado.

2) Após a aprovação no exame de ordem, precisava reunir determinados documentos para requerer a inscrição de advogado no primeiro lote. O prazo era curtíssimo e era humanamente impossível tirar todas as certidões necessárias em tempo hábil. Eu estava prestes a perder a inscrição, e se assim fosse só poderia me inscrever novamente em dois meses. Precisava de uma certidão da Polícia Civil, o problema é que esta estava em greve e por causa disso, a certidão iria demorar mais do que o normal. E isso extrapolaria o prazo da OAB. Ter dinheiro não iria me ajudar em nada. Por isso, novamente recorri aos amigos. Desta vez, recorri a Josean, funcionário da Polícia Civil especialmente encarregado de fazer o tipo de certidão da qual eu precisava. Josean foi ao trabalho em plena greve e fez a certidão. Consegui minha inscrição na OAB no primeiro lote, graças à um amigo.

Portanto, queridos leitores, saibam que a amizade é um bem infinitamente mais valioso do que dinheiro. Preserve e cuide bem dos seus amigos.

 

PRA PEGAR O MAGO, SÓ DE FERRARI

                   Neste instante, após a decisão de quem vai ser o concorrente de Ricardo Coutinho à disputa da Prefeitura de João Pessoa, a campanha eleitoral começa a tomar corpo. Todos sabem que o Mago, possui a maioria das intenções de voto. Alguns falam em 70%, outros em 80% dos votos para ele. Não se sabe ao certo o tamanho de sua vantagem com relação aos demais candidatos, mas sabe-se que é enorme.

 

                  João Gonçalves vê o Mago muito distante nessa corrida eleitoral, a distância é tão grande, que ele precisa até de binóculo para enxergá-lo. João não é besta, pelo contrário, é uma raposa velha da política, e por isso sabe que o quanto antes correr atrás do Mago, melhor. O problema é que para se aproximar dele, só mesmo se João correr numa Ferrari. O PSDB tem dinheiro pra bancar essa Ferrari? Até que tem. Só que se o povo não quiser, a Ferrari só poderá andar na primeira marcha, e a campanha do partido não decolará.

ASSALTO ÀS LOTÉRICAS, DE QUEM É A CULPA?

             Em 2008,  João Pessoa conseguiu atingir o vergonhoso índice de uma casa lotérica assaltada a cada 3 dias. Os donos desses estabelecimentos, reclamam a policia que falta segurança. O Secretário Eitel Santiago reclama do prefeito Ricardo Coutinho. A prefeitura reclama dos donos das lotéricas. Diante desse jogo de “empurra e empurra”, o pessoense pergunta: afinal de quem é a culpa?

            Claro que nessa história, ninguém é inocente, todos têm uma parcela de culpa, por mais mínima que seja, porém os maiores culpados são os donos das lotéricas. A Lei Municipal 9554/01, determina a contratação de ao menos um segurança armado, além da instalação de câmeras e segurança eletrônica, em cada agência lotérica. Os donos das agências não cumprem a lei, não contratam seguranças, e muitas vezes, não instalam a segurança eletrônica. Dessa forma, facilitam a vida dos bandidos. Parodiando o Big Brother, é como se dissessem: “bandidos, entrem e assaltem a vontade.”

          Caríssimos donos de lotéricas, se não possuem recursos suficientes para cumprir o que determina a referida lei, mudem de ramo. Quem sabe um carrinho de espetinho não cairia bem?

COMO PASSAR NO EXAME DE ORDEM - 1ª FASE

           A coluna de hoje, utiliza a minha experiência prática, para dar algumas dicas do que fazer e não fazer, para ser aprovado no exame de ordem da OAB - 1ª fase. Na última prova na Paraíba, a reprovação foi de 61%. Portanto, qualquer dica é importante para vencer essa batalha.

            Existem duas maneiras de passar no exame, estudando por doutrina ou estudando por resumo. Sem estudar, esqueça, você não vai passar. Estudar por doutrina não é ruim, é bem provável que ultrapasse as 70 questões acertadas, o problema é que precisa começar a estudar, no mínimo, um ano antes da prova, o que convenhamos, é demais.

            A forma mais simples e rápida de passar é estudando por resumos, ou sinopses. Você irá conseguir ver toda a matéria, talvez mais de uma vez, e precisará começar a estudar apenas 3 meses antes da prova. Minha sugestão para os resumos é a coleção Como se preparar para o exame de ordem 1ª fase. Editora Método. Considero este, o melhor material para o estudo em “tiro curto” para o exame. Trata-se de 10 livros, com o assunto resumido de todas as disciplinas. Ao final de cada capítulo, você pode se deliciar com uma bateria de exercícios, retirados das provas da OAB anteriores.

            Seja qual material de resumo você for utilizar, o interessante é estudar um assunto, e logo após resolver algumas questões das provas anteriores. Por isso, a coleção acima citada é a ideal, pois possui uma bateria de exercícios após cada assunto. Se você conseguir acertar mais de 75% dos exercícios, siga adiante para o próximo assunto, senão, volte e estude o assunto novamente, para refazer os exercícios e atingir o índice de 75 % de acertos. Não adianta pular um assunto ao qual você não aprendeu, é melhor perder um pouco de tempo, estudando novamente, para não perder uma questão por besteira, na prova.

            Quando tiver terminado o estudo pelos resumos, leia a matéria novamente, agora na lei seca. É importante ler a letra fria da lei, pois muitas questões da prova são apenas transcrições literais da nossa legislação. Leia a lei seca, e faça novamente os exercícios, não precisa fazer todos, dê preferência àqueles os quais tenha errado.

            Faça tudo, mas não invente de estudar todo o assunto de Civil no Código, são mais de 2000 artigos, não vale a pena. Você perderá muito tempo com uma matéria só. Por isso, Civil se estuda somente pelo resumo e nada mais.

            Duas matérias extremamente importantes são Direito do Trabalho e Tributário. São matérias que ninguém gosta muito, mas muito requisitadas na prova da OAB, dê atenção especial a elas. Mas sem duvida, a mais importante é Ética Profissional. São 10 questões certas. O candidato que quer passar na OAB, deve ser acertar no mínimo 8 das 10. Como o assunto não é grande,  esta é uma meta extremamente possível. Estude sempre pela lei seca, ou seja, pelo Estatuto e pelo Código de Ética. Sugiro que os leia cerca de 5 vezes, na semana anterior à prova. Você não imagina o quanto lhe ajudará.

            No dia da prova, fique calmo, às 5 horas de prova são suficientes. Não coma uma comida pesada no almoço, prefira comer coisas leves e em pequena quantidade. Leve uma garrafa de água e uma barra de cereal, ou chocolate, pois irá sentir fome e sede.

            Tentei de forma objetiva, expor minhas opiniões sobre o que fiz para passar no exame de ordem - 1ª fase. Caro leitor, se seguir todas essas regras citadas acima, pode convidar os amigos e preparar o churrasco, porque você irá passar na prova da OAB.

 

 

 

FACADAS EM SALA DE AULA E RAPTO FORJADO, POR QUE ISSO?

              É incrível o que acontece na Paraíba. Dentro de uma semana, um rapaz de 18 anos foi encontrado amarrado e encharcado de gasolina, enquanto outro da mesma idade invadiu a sala de aula de uma escola, e esfaqueou um colega. Pela primeira vez a violência não aconteceu devido à ineficiência da Segurança Pública do Estado. Nesses casos, os culpados são outros.

            Rafael Sinfrônio, 18 anos, causou estardalhaço em meados do ano passado ao aparecer em fotos e filmes, supostamente armado, ameaçando colegas de sala em um colégio privado de João Pessoa. Rafael alegou que estas ações foram motivadas pelas humilhações e intimidações que eram impostas a ele pelos colegas de classe. No último domingo (24/03), ele foi encontrado amarrado, algemado, encapuzado e encharcado de gasolina. À polícia disse que havia sido vítima de um rapto e estava prestes a ser assassinado. Dois dias depois, Rafael mudou sua história e afirmou ter forjado o próprio rapto. Pra que? Isso ninguém ainda sabe.

            Rodolfo Siqueira, 18 anos, invadiu a escola onde estudava em Sumé-PB e esfaqueou o colega Yarlei Douglas , 16 anos. Após ter sido preso em flagrante, Rodolfo  disse que cometeu o crime, para se vingar de Yarlei, que o teria humilhado com apelidos pejorativos em junho de 2007.

            Percebemos que a motivação de ambos os crimes cometidos pelos jovens, é a mesma. Trata-se do que a imprensa insiste em chamar de “bullyng”, ou seja, intimidações, humilhações e a criação de apelidos pejorativos, no caso, contra os colegas de classe. Não se trata de casos isolados, o “bullyng” existe em todos os colégios do Estado, nas mais variadas classes sociais. Eu diria que o problema é ainda mais grave nos colégios privados de classe alta. Digo isso, porque estudei num dos colégios mais caros de João Pessoa (inclusive com educação católica), e fui vítima algumas vezes do “bullyng”.

            O “bullyng” é algo extremamente perigoso, além de ser desprezível. Deve ser combatido com rigor, pois se não o for, mais facadas e ameaças acontecerão. É difícil conter os ânimos de uma pessoa humilhada, atingida moralmente perante os colegas. Por isso, o melhor a se fazer é combater essas humilhações, para que elas não ocorram. Para combater é necessário saber por que isso acontece. Isso acontece devido à má educação dada pelos pais aos seus filhos, e pela falta de rigor de professores e diretores de escolas.

            O problema tem solução. Os professores devem punir severamente os alunos praticantes de “bullyng”, mas não só com advertência, como com a retirada de pontos de participação nas matérias, aumento no número atividades extra-classe, e se for necessário, com a reprovação e posterior expulsão do aluno. Acharam demais? Pois não é. O aluno que humilha e intimada seus colegas deve ser reprovado e banido da escola.

            Os pais têm uma tarefa importante na educação dos filhos. Devem ensiná-los a não humilhar os colegas, a tratar todo mundo bem, com gentileza. Se o filho não obedecer e insistir em praticar o “bullyng” na escola, se faz necessário uma punição extremamente severa e dura. Pode não parecer, mas essa é uma forma de garantir a integridade física de seu filho, pois o intimidador de hoje, pode ser o esfaqueado de amanhã.

            Professores e pais, vocês podem acabar com o “bullyng”, vocês tem força para isso, só basta querer.

IMPRESSÕES SOBRE O FOLIA DE RUA 2008

              Surpreendentemente, estive presente nos três principais blocos do Folia de Rua 2008: cafuçu, muriçocas e virgens de tambaú. Após acompanhar essas três festas populares da nossa capital, a coluna de hoje apresenta as principais características dos três blocos e qual é o melhor deles.

            VIRGES DE TAMBAÚ- O bloco cresceu demais, está cada vez mais próximo de atingir o status das muriçocas. As brincadeiras rolam soltas. Só vale a pena ir para o bloco, quem tem senso de humor. Porque as “pegadas na bunda”, e as cantadas das “virgens” são extremamente corriqueiras. Para quem pensa que a maioria dos foliões é composta de homens, se engana. Pois existem muitas (mas muitas mesmo) meninas que comparecem, para rir dos rapazes, se divertirem, ou simplesmente para paquerar. Por incrível que pareça mesmo vestidos de mulher, os homens não deixam de ser paquerados. Por isso, ao ver duas mulheres se beijando, não se assuste, na maioria das vezes, uma delas é uma das “virgens de tambáu.  A segurança desse ano, foi muito deficiente. Houveram inúmeras brigas, com garrafadas, cadeiradas, facadas e até com tiro. Os trios elétricos também deixaram a desejar, eram poucos e desanimados.

            MURIÇOCAS- Acho que o bloco começa a ficar um pouco saturado. É preciso inovar para atrair novos foliões, e isso não está acontecendo. Organizadores diziam que seriam 400 mil pessoas na avenida, mas autoridades especialistas afirmaram que foram pouco mais de 200 mil foliões. A segurança foi muito boa, talvez pelos incidentes ocorridos nas virgens, a polícia militar aumentou o efetivo e deu uma tranqüilidade que há muito as muriçocas não viam. Embora tenha ouvido algumas opiniões dissonantes, gostei dos trios elétricos que estavam muito animados, e em número satisfatório. Inclusive tocando músicas tipicamente paraibanas, algo que animou o público presente. Mesmo estando estagnado, o bloco ainda é o lugar onde todos se encontram. Se você quer ver e ser visto, o lugar é as muriçocas.

            CAFUÇU- O bloco se supera a cada ano, o aumento do número dos foliões é impressionante. A praça do bispo não cabe mais tanta gente. Ir pro cafuçu é dar risada do começo ao fim. É cada “tipo” de gente que você encontra, cada um mais brega que o outro. O engraçado é que todo mundo está feio, então beleza realmente não é a virtude mais apreciada na festa. E é justamente por isso, que o cafuçu é um dos poucos lugares onde as pessoas se conhecem e gostam uma das outras não pela beleza exterior (totalmente inexiste diante de tanta bregueira), mas pela beleza interior. Realmente, essa é a característica mais sui generis do bloco.  Além disso, o tipo de gente que vai é outro, são pessoas de todas as idades, e não só jovens, como nas virgens, por exemplo. É, sem dúvida, o bloco mais democrático e mais “família” do folia de rua. As músicas bregas que lá tocam, são hilariantes. E é justamente o espírito de brincadeira que reina no cafuçu. Quase inexistem brigas ou confusões, as pessoas vão para brincar, se mostrar e pra “mangar” dos outros. Por fim, vale ressaltar a orquestra que toca as marchinhas antigas de carnaval, um dos pontos altos da noite.

            As virgens de tambaú é o bloco do humor exagerado e das “pegadas na bunda”; as muriçocas do miramar é o bloco do frevo e onde todo mundo se encontra; mas o cafuçu é o bloco da beleza interior, do humor escrachado e das marcinhas de carnaval. As virgens e muriçocas que me perdoem, mas se você quer se divertir vá para o melhor bloco do folia de rua, vá para o CAFUÇU.

QUANDO O AMOR ACONTECE

            A história que o BLOG apresenta hoje é uma história real. Os personagens são pessoas comuns que viveram e vivem um grande caso de amor. Os nomes dos personagens serão modificados, apenas por uma questão de privacidade. Para quem não acredita em amor a vista, vale a pena ler esse texto.

            Carlos, morador de Recife, voltava do trabalho, normalmente, como fazia todos os dias. Ao parar no sinal, viu uma mulher estonteante no carro vizinho ao dele. Sabe quando você olha pra uma pessoa e dá aquele “click”? Pois bem, foi isso que aconteceu com Carlos. Ainda meio atordoado, ele resolveu seguir aquela mulher. A mulher se chamava Adriana e morava em João Pessoa, e estava em Recife só a passeio. Então, Adriana parou em um posto de gasolina, para abastecer o carro. Ela já havia percebido que havia um determinado homem que a seguia e que também tinha parado no posto. Ficou meio desconfiada, mas resolveu seguir caminho para João Pessoa.

            Ao ver sua musa sair do posto a caminho de outra cidade, Carlos resolveu não segui-la mais. Mas não desistiu de saber quem era ela. Buscou informações com o frentista que a atendeu. Descobriu o número de telefone dela, no verso do cheque que ela havia deixado como pagamento do combustível.

            Agora, viria à parte mais difícil, ele teria que ligar pra ela, convencê-la de que não era louco, apenas a achava especial, a mulher da sua vida, e gostaria de se encontrar com ela. Ele ligou, e como não poderia deixar de ser, não foi fácil convencer Adriana a marcar um encontro, a dar uma oportunidade a um homem deslumbrado conhecer o possível amor da sua vida. Enfim, os dois marcaram um encontro num dos restaurantes mais badalados de João Pessoa.

            Ainda desconfiada, Adriana resolveu convidar familiares e amigos para ficarem em mesas próximas a sua, para se necessário protege-la de algo de ruim que aquele pernambucano estranho poderia lhe fazer. Mas não foi necessária nenhuma intervenção, Carlos não era má pessoa, e realmente estava apaixonado por ela, um amor à primeira vista. Os dois jantaram e conversaram longamente. Quem estava no restaurante, disse que parecia que eles já se conheciam há vários anos, tamanha era a empatia entre ambos. A continuação dessa história já dá pra imaginar, né? Os dois começaram a namorar e estão casados até hoje.

            Parece coisa de filme?  Coisa de novela? É até, parece, mas aconteceu na vida real. Como aconteceu com eles, pode acontecer com você. Portanto querido(a) leitor(a), não se resigne de correr atrás do amor da sua vida. Tente, lute, busque e faça isso já, a vida é muito curta para postergarmos a nossa felicidade.

           

 

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